Minha Saída das Filipinas… A Mudança!

De repente, quando o Trotamundos se tornou quase uma referência sobra as Filipinas, eu decido fazer as malas e voltar para o Velho Continente. Caros, me entendam… O objetivo em morar nas Filipinas nunca foi passar toda a minha vida na Ilha de Lost: o objetivo final sempre foi voltar para a minha Europa querida, para o Velho Continente.

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Pôr do Sol nas Albufeiras de Valência, um dos mais bonitos que vi na minha vida!

Meu amor por essas terras cuja história se entrelaça tanto com a nossa própria é antiga. Meu relacionamento com o Velho Continente data de uma época anterior ao euro, na qual os países ainda comercializavam em liras italianas, pesetas espanholas ou marcos alemães. Ou, talvez, esse relacionamento seja ainda mais antigo, de outras vidas. A verdade é que esse continente, com suas histórias de rei, rainhas e confabulações, a sua pluralidade cultural em um espaço tão pequeno e sua herança artística sempre me fascinou.

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A Ásia Exótica vs. Ásia da Revolta: a diferença entre visitar e morar!

Uma vez, uma amiga disse: “quando se visita a Ásia, tudo é exótico e lindo… Mas tenta morar por aqui…”. Algumas vezes tenho essa sensação exata.

Morar na Ásia é uma experiência que me desafia constantemente. Seja em algum episódio com taxista, seja por alguma coisa que me falaram ou pela forma como se comportaram, há quatro anos vivo momentos no meu dia-a-dia que me deixam em choque surpreendem, pelo menos uma vez por semana.

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O Dia de 60 Horas…

Sei que ando em falta com o Trotamundos e com todas as outras publicações para as quais escrevo. Adoraria dizer que a falta de tempo é só uma desculpa, mas, ultimamente, meu dia deveria ter 48 horas das quais eu dormiria apenas 8… Eu preciso de mais tempo!

Se o mês de julho pareceu ter 60 dias, o mês de agosto precisaria ter esses 60 dias para que pudesse completar todas as tarefas que tenho que fazer. O fato é que acabei de ser nomeada para uma promoção (eba!), o que é ótimo porque fui reconhecida como uma ótima funcionária. O ruim disso é que ainda não tenho uma substituta e, por isso, além das novas tarefas que me estão sendo passadas pouco a pouco (imagina se recebesse tudo de uma vez? Precisaria, então, que o dia tivesse 60 horas, no mínimo), tenho, ainda, que processar as tarefas do meu antigo dia-a-dia.

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Boracay: o Fim de Semana de Coincidências

É a quarta vez que visito Boracay desde que vim morar nas Filipinas, há três anos… Embora se tenha que pegar um vôo até Caticlan, um tryke do aeroporto até o porto, pagar as taxas portuárias (são três: o environmental fee, que custa PHP 100.00, a taxa do porto, PHP 40.00 e a taxa do barco, PHP 15.00) e, do porto da ilha de Boracay, pegar outro tryke para se chegar ao hotel, toda a estrutura de Caticlan está voltada para a visita à famosa ilha de Boracay.

Fomos no fim de semana do feriado do Ano Novo Chinês que, em 2014, caiu dia 31 de janeiro, uma sexta-feira. Sempre soube que Boracay é a praia-destino de muitos asiáticos, principalmente de chineses e coreanos. Mas, considerando que o Ano Novo Chinês é um feriado que dura, no mínimo, uma semana nas terras de Mao, pensei que no dia 01 de fevereiro, um sábado, o porto fosse estar com uma movimentação normal de fim de semana e Boracay fosse estar lotado. Estava parcialmente enganada.

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O Sono dos Justos nos Lugares Injustos

Todas as vezes que descrevo experiências em táxis em Manila, eu acredito que será a última. Afinal, sou positivista e acredito todas as vezes que nada mais pode acontecer comigo… Já entrei em táxis com baratas (um era tão velho que, enquanto eu chutava a porta para afastar a barata, me questionava quantos chutes faltavam para que meu pé saísse pelo outro lado), já tive discussões com taxistas sobre os caminhos, já os ameacei de morte… Enfim, quando achei que TUDO já tivesse acontecido comigo e o assunto estive esgotado, passo por uma nova experiência.

Ontem, pegamos o táxi no ponto em frente ao meu prédio. O táxi era bem velho, com o trinco de uma das portas quebrado e algo que caía de uma das janelas. Aliás, quando digo “táxi velho”, acho que poucas pessoas entendem o que realmente quero dizer. Táxi velho quer dizer, literalmente, caindo aos pedaços, como se ele rogasse por ser jogado em um ferro velho e ter uma aposentadoria/morte descente. Embora o exagero faça parte da minha personalidade, juro que, desta vez, não é.

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Eu Quero é Paz!!!

Sabe quando dizem que temos que ter cuidado com o que pedimos? Acredito nisso. Quando pedimos algo, acredito que aparecem coisas em nossos caminhos, como instrumentos, para que possamos chegar àquilo… Como quando pedimos dinheiro e nos aparece trabalho: acontece para que, dessa forma, possamos trabalhar para conseguir o dinheiro que queremos.

Pois é… Acho que em algum momento (imbecil) da minha vida, pedi por paciência. E, por causa disso, primeiro tive um colega que não fazia bem seu trabalho porque ele não gostava daquilo (literalmente, ouvi: “sabe o que é? Eu ODEIO o que faço”… Oi??? Não gosta do que faz? Peça demissão!) e, agora, eu tenho a Dhyva que, além de chorar e fazer chantagem emocional, é preguiçosa e folgada.

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Culturas Invasivas…

Olá! Feliz 2014 a todos!!! Espero que o recesso de Natal tenha sido ótimo e que vocês tenham comido muito. Como a gordola que sou, eu comi! =) E viajei!

Já comentei como odeio gente que cuida da minha vida? Acho que se estou conversando com amigos, vez ou outra, é normal que alguém dê opinião sobre a sua vida. Posso não gostar muito, mas acontece. O que me incomoda mesmo são aquelas pessoas que não me conhecem ou apenas cruzam de vez em quando no corredor comigo e deixam suas opiniões sobre a minha vida, como se eu houvesse perguntado…

Passamos a virada de 2013 para 2014 em um resort chamado Tiki Beach Resort em Samal Island, em frente à cidade de Davao, na região de Mindanao, ao sul das Filipinas. Para escrever sobre essa viagem, tenho que organizar e selecionar as milhares de fotos desse pequeno paraíso que me isolava do mundo tecnológico por algumas horas ao dia (o sinal de internet era muito ruim durante, pelo menos, 12 horas ao dia).

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