Conversa de Elevador…

elevator trotamundos tati sato

Eu não sou boa com conversa fiada… Sempre fico sem saber o que falar ou até mesmo o que fazer. E, aqui nas Filipinas, sempre acreditam que sou filipina, então sempre me dizem algo em tagalog, ao que respondo, com um sorriso tonto: “eu não falo tagalog…”. Bem, isso aconteceu outro dia, no elevador:

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Um Passeio por Xiamen, China

“Xiamen é uma cidade interessante, mas é bastante pequena”. Ouvi essa frase de um chinês que morava em Shanghai, uma das pessoas com quem dividi o quarto do albergue que ficamos na viagem desse fim de semana. Ele se referia a Xiamen, uma cidade em uma ilha localizada ao sul da China, como relativamente pequena embora tenha uma população de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas. Acho que para os chineses 3,5 milhões de pessoas realmente é um povoado de interior…

Com aproximadamente 1,6 bilhões de habitantes, a China é um mundo a parte e não falo isso de modo figurativo: é literal. Acho que a China não precisaria de outros mercados para consumir o que produz: tudo que é produzido na China encontraria seu mercado internamente. E, me encontrar no meio dessa quantidade toda de pessoas, começar a entender a superfície de que um mercado como o chinês representa, foi bem interessante.

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SOU CONTRA A PEC 37. Entendam o Por Quê

Honestamente… Criei o Trotamundos para descrever minhas aventuras ao redor desse mundo enorme e para descarregar por escrito algumas das loucuras que passam pela minha cabeça. Afinal, como já disse inúmeras vezes, não é fácil ser uma taurina com ascendente em aquário e lua em peixes, com uma imaginação que ultrapassa limites. No entanto, diante os diversos eventos políticos que acontecem no Brasil, não posso ficar calada. Embora more no exterior e tenha uma imaginação absurdamente vívida, eu tenho um pouco de consciência e gostaria de dividir com vocês o meu ponto de vista… Afinal, como sempre digo, posso ter escolhido o mundo como lar, mas sou e sempre serei brasileira.

Vou discursar sobre toda essa idiotice de Cura Gay e de como eu vejo o nosso Congresso em um futuro post, mas acho que o tema sobre o qual quero falar é bastante mais urgente que discutir as alucinações de um fanático eclesiástico que está sendo usado de palhaço enquanto esse tema passa batido.

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O Gigante Acordou… E Agora Brasil? A Mudança de Status foi Permanente?

Voltei da China e encontrei meu mural do FB (porque o Facebook é proibido no país de Mao) recheado de fotos de uma manifestação linda que aconteceu ao redor de todo o país durante a segunda-feira, dia 17 de junho de 2013. Depois de uma repressão violenta de uma polícia mal-preparada, os brasileiros saíram às ruas aos milhares, formando uma linda e, em sua maioria, pacífica massa na qual exigia condições melhores…

O movimento começou como um protesto contra o aumento das tarifas dos transportes públicos em São Paulo, que passariam dos R$ 3,00 aos R$ 3,20. Vamos lembrar que na cidade de São Paulo existe o Bilhete Único, que permite que o seu usuário fazer quatro viagens (de metrô ou ônibus) em um período de 3 horas, pagando uma única tarifa. Do protesto, fizeram parte pessoas que não usam o transporte público, entre eles estudantes e profissionais que têm seus carros. Os R$ 0,20 foram a última gota de água em um copo de uma população tão sufocada por impostos, por uma inflação velada, pela violência, pelo descaso com a população que sustenta seus governadores omissos e manipuladores, que não tinha outra forma a não ser transbordar. A corda pode ser elástica, mas se você puxar muito, se fizer muita pressão, ela vai arrebentar. É a lei da física.

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Jogo de Espelhos

Eu desisto. Cansei de brigar com você. Tentei ganhar essa batalha e não consegui. Tentei pedir o empate e você não me concedeu. Então eu desisto. Eu jogo a toalha e desisto…

Desisti de jogar esse seu jogo de manipulação. Porque, todas as vezes que acho que estou quase vencendo, que vou conseguir derrotá-lo, você aparece e me atira pelo buraco da toca do coelho e eu vou parar em outra realidade. E eu caio e me machuco. Outra vez. Percebo, nesses momentos, que você sempre esteve a muitos passos de mim, que sempre conheceu minhas manobras antes mesmo que eu pensasse no que iria fazer, em qual seria meu próximo passo. Você me manipula com a ilusão de que algum dia eu poderia vencê-lo. E nos momentos que me machuco, você ri da minha cara, como se dissesse “de mim, você não ganha…”

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Seis Anos…

Hoje faz seis anos… Há seis anos, eu estava no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, em prantos, com o coração partido, embora estivesse cercada por pessoas que amava e amo até hoje. Há seis anos, eu embarquei para a viagem da minha vida, para a viagem que mudou a minha vida. Há seis anos, eu deixei o Brasil e fui para Dublin.

É inevitável que hoje, muitas lembranças venham a minha mente. O quanto vi e o quanto aprendi. E o quanto ainda me falta por ver, viver e aprender. O quanto conheci, os lugares que fui, as coisas que provei, as dores que senti e as alegrias que vivi.

Muita coisa mudou. Mudei de país, mudei de cor de cabelo, mudei de guarda-roupa e mudei a cabeça. Conheci lugares incríveis, visitei Paris e perdi o fôlego com a Torre Eiffel iluminada, à noite. Bebi e ri pelas ruas de Barcelona, admirada com as obras de Gaudi. Chorei com a história da queda do muro de Berlim, me perdi pelas ruas de Amsterdam, caminhei pelas ruas antigas de Roma e vi a Capela Sistina. Naveguei pelo Mekong, conheci a Terra do Nunca (também conhecida por Halong Bay, em Vietnam) e conheci o templo de Tomb Raider no Camboja. Visitei paraísos, abracei tigres, me revoltei com a situação das tartarugas marinhas em Bali e presenciei amanheceres incríveis e pores-do-sol impressionantes. E as pessoas… Ah, as pessoas… ❤

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Estatuto do Nascituro: Lei contra a Mulher

Como viajante e cidadã do mundo, vejo muitas coisas que me deixam chocada e esse é um dos motivos pelos quais eu escrevo. Poucas coisas, no entanto, me deixam absolutamente revoltada.

Hoje chegou ao meu conhecimento o infeliz Projeto de Lei do Nascituro (cujo estatuto acabou de ser aprovado pela Comissão da Câmara), algo que me deixou completamente revoltada.

Sempre tento deixar minhas crenças religiosas fora de quaisquer textos que escrevo. Acredito que religião, como política, é uma escolha pessoal na qual ninguém tem o direito de dizer se estou certa ou errada (já abandonei terapeutas por isso). E acredito que eu tampouco tenho o direito de impor minhas crenças e convicções a qualquer pessoa, por uma questão de respeito aos seus direitos.

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