21 de dezembro de 2016

Sempre ouço/leio as pessoas dizerem que certo ano foi o mais duro, o mais difícil, o mais cheio de surpresas e que ele tem que acabar. Acho que a memória prega peças e limpa o passado porque, olhando em retrospectiva, todos os anos me parecem montanhas-russas, com altos e baixos, emoções e alguns momentos em que fechamos os olhos só para curtir o vento batendo na nossa cara. Em todos os anos, famosos se casam, têm filhos, se separam (Fátima Bernardes/William Bonner e Brangelina não foram os primeiros casais que se separam na história da humanidade) ou morrem. Há escândalos políticos e algum acidente, maior ou menor, acontece. Mas também há nascimentos, reencontros acontecem e há momentos em que suspiramos pela lua linda do céu. Porque os anos compõe a vida e essa é feita de momentos bons e outros não tão bons assim.

Aproveitando o gancho, faço minha retrospectiva pessoal, hoje, no solstício de inverno. Exceto por 2010, o ano que guardarei na memória como aquele no que tudo deu certo, e 2013, que recordarei como o ano que me tornei uma mulher-Almodovar – à beira de um ataque de nervos – e quase me perdi no buraco do coelho da Alice para todo sempre, todos os anos têm seus altos e baixos, com alguns tropeços, eventuais (e rápidas) visitas ao buraco do coelho e vários pontos altos nos que acho que a vida não poderia ser melhor. E 2016 não foi muito diferente.

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A Véspera de Ano Novo: Feliz 2016!

Faltam poucas horas para que 2015 acabe. Ainda que eu não tenha feito um levantamento da minha vida no solstício de inverno, que, nesse ano, ocorreu no dia 22 de dezembro – a noite mais longa do ano, no hemisfério norte –, acho que ainda é tempo de refletir sobre esse ano que está quase dizendo adeus.

Para alguns, 2015 foi um ano duro. Para outros, foi um ano abençoado. Acredito em várias teorias, acho que pode haver a influência cósmica para que tudo dê certo – ou errado –, mas também acho que muita coisa depende de nós. Acho que poucas vezes o nosso inferno sejam os outros e muitas vezes o inferno é como nos vemos refletidos no outro ou como refletimos nele nossas frustrações.

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