A louca dos gatos

As ironias da vida são engraçadas. Eu sempre critiquei as mulheres que só falavam de seus filhos e as chamava de mães-fraldas. Não aguentava quem só falava de leite, fórmulas, fraldas e mamadeiras. De certo modo, mordi a língua e virei a louca dos gatos.

No começo do ano, pensei em adotar gatos. Eu gosto tanto de gatos como gosto de cachorros, mas os gatos sempre me pareceram muito mais independentes. Queria dois de uma vez e quando conversei com meus amigos gateiros, eles me aconselharam a fazer isso mesmo: dois gatos, de certa forma, dão menos trabalho que um porque um brincará com o outro e ambos se farão companhia. Além disso, poderíamos viajar por alguns dias se deixássemos muita comida, água e dois ou três caixas de areia pela casa.

O Jorge queria um. Eu o convenci a pegar dois. Adotamos três.

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Por Madrid… #Gratidão

Há meses não escrevo um texto meu. Acho que acontece. A vida acontece e há coisas que não podem parar. A vida toma conta e, muitas vezes, as coisas que gostamos são deixadas para depois. Acontece.

No final de 2016, estava cansada do meu antigo trabalho. Para ser honesta, não estava tão cansada do trabalho porque recém havia mudado de departamento e trabalhava com a melhor chefa que tive na vida, Sonia Serrano. O fato é que estava ganhando pouco e a empresa que estava parecia muito engessada para que pudesse crescer ou ganhar melhor em menos tempo.

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Minha vida em Madrid: de volta aos estudos!

Há tanto que não escrevo para o Trotamundos que acabei por acumular muitas histórias, algumas viagens e situações de vida. Quem acompanha esse meu diário de bordo sabe que diversas vezes um forte desespero me abate e eu caio no buraco do coelho de Alice, perseguindo um peludo branco que carrega um relógio e está sempre atrasado. Esses momentos não são legais no sentido de “divertidos”, mas são ocasionais e têm duração determinada. Muitas vezes são, inclusive, necessários – só não posso me permitir ficar lá para sempre; levantar-se é preciso. Sacudir a poeira e seguir em frente também, afinal, a vida segue e não há retornos nesse caminho.

Mais de um ano se passou desde que eu cheguei a Madrid. No último outubro, comecei um mestrado em Finanças e Contabilidade, algo que ocupou minhas tardes de sexta e manhãs de sábado. Outubro, por sinal, foi um bom mês: havia recém saído de uma das minhas crises de buraco do coelho e havia recém mudado para um apartamento que chamaria de meu. Amo minha sogra, mas morar com ela não dá simplesmente porque conviver é duro. O problema de se começar um mestrado era que, obviamente, meu fim de semana ficaria reduzido a um dia. Só um dia para acordar sem despertador. Parecia desalentador, mas meus colegas de classe são ótimos e as aulas, dinâmicas, fatores que ajudaram a minha adaptação em acordar cedo nos sábados: ainda não gosto de acordar com despertador 6/7 dias da semana – acho que nunca vou, de fato, “gostar” -, mas não é tão ruim.

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O Dia de Reis – 06 de janeiro!

Hoje, dia 06 de janeiro, é Dia dos Reis (Magos) em comemoração ao dia em que Jesus recebeu a visitar de Belchior, Gaspar e Baltazar com seus presentes: ouro, que representava a natureza real do recém-nascido, incenso, que representava sua natureza divina, e mirra, um composto embalsamador que representava seu futuro sofrimento e morte (fonte). Esse dia também representa o fim das comemorações de Natal (com exceção das Filipinas, onde o Natal é comemorado até o dia da Procissão do Cristo Negro, dia 09 de janeiro).

Não me lembro de comemorar esse dia no Brasil; lembro que esse era o dia que tínhamos que tirar os enfeites de Natal (que, na minha casa, acabavam ficando até fevereiro, tamanha era a preguiça de desmontar a árvore! Hehe!). Em países de língua hispânica, no entanto, esse dia é bastante comemorado.

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