Desabafos (I): Chantagem Emocional e Reflexões sobre Amizade

Conheço uma menina que um amigo apelidou de Dhyva. Não que ela seja uma diva; justamente o oposto, mas achei engraçado e o apelido pegou. Outro dia, ela disse me disse, entre lágrimas “Achei que seria diferente… Achei que porque você é minha conterrânea, porque somos da mesma terra, você seria minha amiga e fosse me ajudar.”

‘Dhyva, honestamente, acho que não somos nem do mesmo mundo porque eu venho do mundo das pessoas lymdas e inteligentes e não do mundo das pessoas que se fazem de coitadas’, pensei enquanto meu sangue fervia borbulhava de raiva pela afirmação injusta e pelas lágrimas de crocodilo que caíam daquela cara redonda. Sinceramente, acho o cúmulo da falta de respeito chorar quando se está levando bronca no trabalho, mas nem foi só por isso que fiquei irada.

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A Dor de Dentes e o Meu Aniversário

Eu sou uma daquelas tontas que amam aniversários. Sempre amei. Adoro que um dia, durante o ano, seja meu. Adoro tudo, desde as coisas mais banais, como o bolo, os presentes e os parabéns até o conceito de ter um dia que representa um ano novo só meu, um dia que representa o meu renascimento. Afinal, a cada aniversário, entra um ano novo na nossa vida. E, com ele, novas chances e oportunidades. E eu amo chances e oportunidades.

O dia do meu aniversário é tão sagrado que sempre tento tirar o dia livre. Nos últimos anos da minha vida, porque ele é tão próximo a um feriado, viajei. Em 2009, estava com meus amigos Deya e Guga em Madrid. Em 2010, estive em Edinburgh, com a Camila e o Almir. Em 2011, infelizmente tive que trabalhar, mas estava em Barcelona onde o passei com pessoas maravilhosas que carrego na minha vida e coração até hoje. Em 2012, encontrei minhas wives, Melissa e Sabrina, no Camboja. Esse ano, decidi ficar em Manila, na cidade onde moro, e festejá-lo com os amigos que fiz aqui. Afinal, chegar à metade da casa dos 30 com tantos sonhos realizados e pessoas maravilhosas ao meu redor é algo que tem que ser comemorado.

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Confiança e Relacionamento

Outro dia, estava sentada no bar com um amigo meu, perto da casa dos meus pais em São Paulo, e conversávamos sobre confiança: uma vez quebrada, é impossível restituí-la ao que era antes, como se fosse um vaso que se quebrasse em muitos pedaços.

Sempre acreditei nisso e, por isso, eu sempre tento ser o mais sincera possível. Também sei que nem sempre é possível ser sincera 100% do tempo porque, muitas vezes, ou as pessoas não estão preparadas para ouvir o que temos a dizer ou não estamos preparados para enfrentar as consequências e as reações de outras pessoas quando dizemos o que queremos. Por quaisquer motivos que sejam, não somos tão sinceros e honestos como gostaríamos ou deveríamos ser.

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