Sociedade de Hipócritas e Sexistas? A Pesquisa SIPS 2014 Indica que Sim…

Estava aqui, tranqüila, tentando desenvolver um texto para a publicação a qual contribuirei a partir de maio quando me deparo com a pesquisa de Sistema de Indicadores de Percepção Social feita pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgada pelo O Globo em 27.03.2014.

O resultado dessa pesquisa é alarmante, em muitos aspectos. A princípio (gráficos 1, 2 e 3), ela demonstra que a grande maioria dos brasileiros vê a mulher como uma dona de casa início do século cujo maior sonho é casar, ter filhos e levar o copo de cerveja para o marido quando este chega do trabalho junto com os seus chinelos. Que outra coisa explicaria os quase 79% que acreditam que TODA (não a maioria, não a grande parte, mas TODA) mulher sonha em se casar e nos quase 60% que acreditam que a mulher só se sente realizada quando tem filhos? Eu não tenho filhos e me sinto realizada, obrigada por perguntar! E… Esperem… Eu sou uma mulher!

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Jogo de Espelhos

Eu desisto. Cansei de brigar com você. Tentei ganhar essa batalha e não consegui. Tentei pedir o empate e você não me concedeu. Então eu desisto. Eu jogo a toalha e desisto…

Desisti de jogar esse seu jogo de manipulação. Porque, todas as vezes que acho que estou quase vencendo, que vou conseguir derrotá-lo, você aparece e me atira pelo buraco da toca do coelho e eu vou parar em outra realidade. E eu caio e me machuco. Outra vez. Percebo, nesses momentos, que você sempre esteve a muitos passos de mim, que sempre conheceu minhas manobras antes mesmo que eu pensasse no que iria fazer, em qual seria meu próximo passo. Você me manipula com a ilusão de que algum dia eu poderia vencê-lo. E nos momentos que me machuco, você ri da minha cara, como se dissesse “de mim, você não ganha…”

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Confissões de Uma Mente Perigosa

Como ando sem paciência! Adoraria culpar o mundo, mas quando vemos problema no mundo inteiro, o problema está em nós mesmos. Portanto, a culpa deve ser de Saturno que está em alguma das minhas casas astrais ou então dos meus hormônios, essas liberações químicas que afetam o meu humor.

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Estou com o clima para brigas. Qualquer coisa que qualquer infeliz fale para mim nesses dias e eu não goste ficará gravado na minha memória até que possa arrancar a jugular daquela pessoa e limpar minha alma com o seu sangue. Mas, como acredito que isso seja uma atitude ilegal na maioria dos países do mundo (o dia que isso não for ilegal, acho que mato metade da população humana), tenho que encontrar outras formas de desestressar e tentar relaxar…

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A Fumaça do Meu Espelho…

Em um momento de ebriedade, afetado pela mistura dos meus remédios para o hipertireoidismo, uma taça de vinho e muitas dúvidas, decidi escrever esse texto. Talvez, amanhã, quando o efeito do álcool tiver passado, vou relê-lo e pensar que essa é uma das maiores besteiras que já escrevi na minha vida… Mas, nesse exato momento, tudo que espero é confessar meus pecados…

Uma das minhas melhores qualidades é ser sincera. Sempre. Não somente com os outros, mas comigo mesma. E, talvez por isso, eu consiga enxergar minhas sombras, meus defeitos, com tamanha freqüência.

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Reflexão sobre o Amor no Portão de Embarque

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Algumas vezes acho que o amor é um sentimento sub-valorizado. Penso nisso no instante em que me encontro junto ao portão de embarque, aguardando o meu vôo de volta às Filipinas. Acredito que nós não temos o (bom) hábito de dizer que amamos alguém que esteja próximo porque acreditamos que essa pessoa estará para sempre ao nosso lado mesmo que saibamos que o “para sempre” não existe.

Bem, digo isso com base na minha própria vida. Até a poucos anos, dizia “eu te amo” quando sentia que estava perdendo alguém. Mas hoje acredito que quando esse sentimento de perda aparece, a perda já aconteceu e não nos demos conta. De repente (embora não seja tão repentino assim), a pessoa se vai e nos deparamos com o vazio que ela deixou. Então, entra o sentimento de que as palavras haviam sido ditas sim, mas a dúvida aparece: será que elas não foram ditas muito tarde? Será que as atitudes condiziam com as palavras?

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