Minha Saída das Filipinas… A Mudança!

De repente, quando o Trotamundos se tornou quase uma referência sobra as Filipinas, eu decido fazer as malas e voltar para o Velho Continente. Caros, me entendam… O objetivo em morar nas Filipinas nunca foi passar toda a minha vida na Ilha de Lost: o objetivo final sempre foi voltar para a minha Europa querida, para o Velho Continente.

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Pôr do Sol nas Albufeiras de Valência, um dos mais bonitos que vi na minha vida!

Meu amor por essas terras cuja história se entrelaça tanto com a nossa própria é antiga. Meu relacionamento com o Velho Continente data de uma época anterior ao euro, na qual os países ainda comercializavam em liras italianas, pesetas espanholas ou marcos alemães. Ou, talvez, esse relacionamento seja ainda mais antigo, de outras vidas. A verdade é que esse continente, com suas histórias de rei, rainhas e confabulações, a sua pluralidade cultural em um espaço tão pequeno e sua herança artística sempre me fascinou.

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A Ásia Exótica vs. Ásia da Revolta: a diferença entre visitar e morar!

Uma vez, uma amiga disse: “quando se visita a Ásia, tudo é exótico e lindo… Mas tenta morar por aqui…”. Algumas vezes tenho essa sensação exata.

Morar na Ásia é uma experiência que me desafia constantemente. Seja em algum episódio com taxista, seja por alguma coisa que me falaram ou pela forma como se comportaram, há quatro anos vivo momentos no meu dia-a-dia que me deixam em choque surpreendem, pelo menos uma vez por semana.

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Desabafos de Uma Brapanese

Encontrei o Jorge e alguns conhecidos no bar, na manhã de domingo. Porque eu trabalho no graveyard shift, meus horários são todos zoados: eu acordo no horário da janta e durmo durante o dia (ou, pelo menos, tento). Mas, de vez em quando, em alguns fins de semana, meu corpo pede para que eu durma por um período extenso que inclui a noite e foi isso que fiz nesse fim de semana.

Às 6h da manhã, vi que tinha recebido uma mensagem do Jorge às 4h da manhã dizendo que eles estavam em um bar perto de casa e iriam assistir ao jogo Holanda x Costa Rica (aliás, a Laranja Mecânica nunca pensou na vida que seria levada pela Costa Rica aos pênaltis nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo! Só por isso, a Costa Rica merecia um troféu). Perguntei se eles ainda estavam lá e fui.

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Desabafos (I): Chantagem Emocional e Reflexões sobre Amizade

Conheço uma menina que um amigo apelidou de Dhyva. Não que ela seja uma diva; justamente o oposto, mas achei engraçado e o apelido pegou. Outro dia, ela disse me disse, entre lágrimas “Achei que seria diferente… Achei que porque você é minha conterrânea, porque somos da mesma terra, você seria minha amiga e fosse me ajudar.”

‘Dhyva, honestamente, acho que não somos nem do mesmo mundo porque eu venho do mundo das pessoas lymdas e inteligentes e não do mundo das pessoas que se fazem de coitadas’, pensei enquanto meu sangue fervia borbulhava de raiva pela afirmação injusta e pelas lágrimas de crocodilo que caíam daquela cara redonda. Sinceramente, acho o cúmulo da falta de respeito chorar quando se está levando bronca no trabalho, mas nem foi só por isso que fiquei irada.

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Sorte? Não… Acho que é Responsabilidade! =)

Sorte… Acho essa palavra um pouco aleatória para definir certos eventos da vida… Acredito que somos responsáveis pela nossa sorte, pelo nosso destino. Mas utilizar palavras como “sorte” e “azar” para definir vidas, para definir pessoas, é uma atitude um pouco passiva, como se a maior parte das coisas das nossas vidas fossem definidas por outras forças, além da nossa própria vontade e atitudes. É como se acreditássemos que a vida fosse um enorme jogo de roleta. E, honestamente, acho que isso não é verdade.

Muitas pessoas olham para a minha vida e dizem como tenho sorte… Muitos acreditam que eu viva uma vida de sonhos, uma vida na qual tive sorte, no sentido de que as coisas simplesmente aconteceram para mim e isso não é verdade.

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Sangue nos Olhos vs. Pobres de Mente

“Oi Tati, decidimos que vamos comprar a janta para todo mundo na quarta-feira e você vai pagar metade, OK?”

Foi assim que fui recebida ontem ao chegar ao escritório por uma das minhas colegas. Não minha chefa, não minha gerente, mas uma colega. Eu disse não. É claro que não. Existe algum motivo para essa tal janta a qual eu tenho que pagar metade? Disseram-me que era para comemorar os aniversários dos meses de março, abril e maio. OK, pago o mesmo que todos forem pagar.

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“Seu cartão foi bloqueado por suspeita de fraude”: Uma Experiência com o Serviço de Atendimento Brasileiro

Um dia, tentei fazer uma compra pela internet, nas Filipinas. Recebi a seguinte mensagem: “Seu cartão final XXXX só poderá efetuar transações no CHIP/SENHA. Outras informações, ligue central do Banco fone verso do cartão”. Quando virei o cartão, só existiam três números: o número local (para ligar do Brasil) e dois números para ligações dos Estados Unidos e Canadá, os quais poderiam ser chamados a cobrar.

Claro que o resto do mundo não existe. Não existe outro número de telefone que não seja para os Estados Unidos e eu não tenho idéia de como fazer ligação a cobrar das Filipinas ou de qualquer outro lugar do mundo simplesmente porque esse é um procedimento que só conheço no Brasil. Quero dizer, deve existir uma forma de se fazer chamadas a cobrar do exterior para qualquer região brasileira, mas desde que o Skype foi inventado, acho que as chamadas a cobrar se tornaram cada vez mais escassas.

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