A Doce Vida de Business…

Sempre que viajei, via as pessoas naquela sessão do avião, em cadeiras confortáveis e espaço para as pernas. E eu sempre imaginei como deveria ser voar dessa forma. Eu sempre quis saber como era voar em Business Class.

Fui enviada para um projeto em São Paulo (EBA!) e, por causa da política (maravilhosa) da minha empresa, tive a incrível oportunidade de realizar esse meu desejo que pode parecer absurdamente supérfluo para uma pessoa que nunca voou. Para aqueles que voaram, especialmente grandes distancias, pode garantir  assegurar que o grande presente que alguém que viaja de classe econômica pode ganhar é ter todos os bancos de uma fila a sua disposição para que possa viajar deitado.

Tive essa oportunidade algumas vezes e, realmente, ter dois ou três assentos disponíveis para esticar o corpo e as pernas é uma maravilha. Hoje, no entanto, posso dizer que o conforto dos três assentos não é nada, se comparado ao conforto de viajar em Business Class.

Como disse meu amigo Marcos, a vida agora está dividida entre BBC e ABC: Before Business Class (ou Antes do Business Class) e o After Business Class (Depois do Business Class). No avião, o espaço que se tem disponível, tanto para as pernas quanto para o corpo, é incrível: esticava as pernas e meus pés não tocavam o fundo! Cada assento era uma mini-cabine individual, com sua própria televisão, um travesseiro confortável, um cobertor que parece um edredom e poltronas que reclinavam 180º, transformando-se em camas. Um atendente de bordo é designado para atender algumas dessas cabines de forma individualizada (“o que a senhora deseja comer, senhora Sato?”).

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Fomos recebidos com champagne e tínhamos uma seleção enorme de bebidas e comidas disponíveis a qualquer momento que tivéssemos vontade de beber ou beliscar qualquer coisa. A seleção de bebidas incluía desde cafés, cappuccinos e chás de vários tipos (entre eles, Earl Grey, chá verde com jasmim e chá de camomila) até cervejas, vinhos de origens diversas e destilados de vários tipos. O cardápio de comidas era variado e mentiria se dissesse que não tentei provar um pouco de cada uma das coisas!

O fato é que eu sou o tipo de pessoa que dorme em qualquer lugar. Em qualquer meio de transporte, de qualquer forma, se fico entediada ou cansada, simplesmente fecho os olhos e durmo. O problema do vôo de Manila a São Paulo é que, embora eu possa dormir em qualquer lugar, ainda não consigo dormir 24h seguidas, a não ser que esteja doente. Isso quer dizer que durmo como uma pedra na primeira parte da viagem, mas pareço uma coruja na segunda. E, nessa viagem, além de assistir a vários filmes (Salmon Fishing in the Yemen, The Great Gatsby, The Devil Wears Prada e o documentário September Issue, sobre a Vogue americana e a – terrível – Anna Wintour) e algumas séries (How I Met Your Mother – Lilypad e Marshmallow ❤ forever!)

No segundo vôo, fui recepcionada com uma mimosa (suco de laranja com champagne, the right way to start a day, segundo uma das comissárias de bordo a minha disposição), pedi a seleção de queijos com torradas suecas, acompanhada de um tinto francês (Segla, de Bordeaux), comi iogurte natural com granola e compota de morango com um chá de camomila, pedi a entrada árabe (com humos, charuto de folha de uva, esfiha de espinafre) e o cordeiro assado ao estilo de Ghouzi, acompanhados outra vez com o vinho tinto, pedi também o bolo crocante de framboesa e baclava, acompanhados do Earl Grey (chá) e, nesse momento, termino de comer o pão rústico com tomate e queijo acompanhado pelo vinho de sobremesa húngaro Royal Tokaji que desce como se fosse mel. E ainda faltam algumas horas de vôo… É, acho que visitas diárias à minha amiga esteira serão obrigatórias…

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Enfim, embora a experiência de vôo em Business Class seja incrível (agora estou ocupando não apenas um, mas DOIS assentos! Tenho um quarto só meu no avião! <3), ela não se resume somente a isso. Em Business Class, o atendimento no check-in é preferencial, se embarca primeiro no avião e se sai primeiro dele também. No landover (que foi em Abu-Dhabi) teríamos acesso preferencial à fila da imigração (???) e ao lounge que foi a experiência mais incrível dessa viagem de luxo.

Poder tomar banho entre um vôo e outro e ter a sua disposição um buffet com várias opções de bebida (sucos, chás e cafés) e comida (bacon de peru, ovo, azeitonas de ótima qualidade – as segundas melhores que já comi, humos, croissants e pães de vários tipos) é uma vantagem maravilhosa da qual se pode aproveitar. Além disso, ter à sua disposição um tratamento de 15 minutos em um spa é um luxo incrível! Escolhi fazer um tratamento facial que incluía massagem com azeite de oliva! Acho desnecessário dizer que entrei no outro vôo renovada.

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Preciso afirmar que, desse momento em diante, quero voar sempre em Business Class?

PS: O Tokaji acabou e eu pedi o Lustau Deluxe Cream Capataz Andrés Sherry, outro vinho de sobremesa que desce como mel e cujo gosto final de castanha me deixou apaixonada!

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Um comentário sobre “A Doce Vida de Business…

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