A louca dos gatos

As ironias da vida são engraçadas. Eu sempre critiquei as mulheres que só falavam de seus filhos e as chamava de mães-fraldas. Não aguentava quem só falava de leite, fórmulas, fraldas e mamadeiras. De certo modo, mordi a língua e virei a louca dos gatos.

No começo do ano, pensei em adotar gatos. Eu gosto tanto de gatos como gosto de cachorros, mas os gatos sempre me pareceram muito mais independentes. Queria dois de uma vez e quando conversei com meus amigos gateiros, eles me aconselharam a fazer isso mesmo: dois gatos, de certa forma, dão menos trabalho que um porque um brincará com o outro e ambos se farão companhia. Além disso, poderíamos viajar por alguns dias se deixássemos muita comida, água e dois ou três caixas de areia pela casa.

O Jorge queria um. Eu o convenci a pegar dois. Adotamos três.

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