Bicol 2013: Legazpi e Donsol

Viajar é preciso. Pelo menos, isso é uma necessidade da minha alma. Nesse fim de semana, que foi extenso por causa do feriado de eleições nas Filipinas, fui com um amigo a Bicol, uma das minhas regiões favoritas nas Filipinas.

Amo Bicol porque tem uma beleza natural impressionante. Da cidade de Legazpi, se tem uma vista impressionante do vulcão Mayon, cuja forma quase perfeitamente cônica encanta. Ele também é um dos vulcões mais ativos das Filipinas, sendo que no princípio dessa semana ele “cuspiu” algumas pedras, matando alguns turistas e um guia local. Sei, é perigoso, mas não chegamos tão próximos ao vulcão assim. E, bem no fundo, tinha o desejo de poder tirar fotos estilo National Geographic, com a lava laranja escorrendo montanha abaixo… OK, os desejos podem parecer suicidas, mas já imaginaram o quão linda uma foto assim seria? Eu sim e morro de vontade de ter uma!

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Uma Viagem a Ilocos Norte e Sur: o Extremo Norte da Ilha de Luzon, Filipinas

Todas as vezes que descrevo viagens pelas Filipinas, utilizo dois adjetivos “impressionante” e “difícil de chegar”. Porque, todas as vezes que viajo por aqui, enfrento horas em ônibus ou em uma van ou uma combinação de transportes que varia desde avião-trycicle-barco (como é o caso de Boracay) até ônibus-barco (como são os casos de Puerto Galera e Zambales): em suma, as viagens nunca são curtas, mas sempre valem a pena porque as paisagens são impressionantes.

Nesse último feriado, o da Páscoa, fomos até Ilocos Norte, uma província que fica no mais extremo norte da ilha de Luzon, onde está localizada Metro (poluída) Manila e a maior ilha do arquipélago conhecido como Filipinas. Com essa viagem, oficialmente, posso dizer que viajei ao norte e ao sul dessa ilha embora isso não queira dizer que eu a conheço por completo: falta muito por conhecer.

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Boracay 2013

No mês passado, eu fui a Boracay. É a terceira vez que eu visito essa praia nas Filipinas e, como já escrevi posts sobre ela antes e estava passando por uma fase um pouco conturbada na minha vida (ou mentalmente instável, como brinco com as minhas amigas), deixei para escrever sobre essa praia tão linda outro dia. Bem, esse “outro dia” chegou…

Sempre comento que Boracay é um dos paraísos na terra se o seu paraíso tiver uma praia de areia branca, mar azul e transparente, restaurantes de todos os tipos, discotecas e hotéis para todos os orçamentos. E, embora seja uma das regiões das Filipinas que mais turista recebe anualmente (e, pela minha percepção atual, a quantidade aumenta a cada ano), as praias não são super lotadas. Talvez isso aconteça por causa da sua extensão e porque os asiáticos não gostam de se bronzear…

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Sobreviventes: Um Acampamento e eu (em Zambales, Filipinas)

Acampamento é uma atividade que eu nunca pensei que fosse para mim. Eu me conheço bem o suficiente para entender que acampamentos fogem da minha zona de conforto por kilômetros; perdão, por anos luz. Acampamentos e eu habitamos duas galáxias completamente diferentes, separadas por cinco buracos negros e uma infinidade de planetas. É essa a distância entre a minha zona de conforto e acampamentos.

Quem me conhece, entende plenamente o que eu escrevi. Quem não me conhece, prazer, eu sou uma pessoa urbana. Por urbana, não digo que seja o tipo de pessoa que só gosta de cidades grandes e de shopping centers, mas sou o tipo de pessoa que gosta de viver com um mínimo de conforto. Quando digo mínimo, quero dizer uma cama razoavelmente limpa e um banheiro onde possa tomar banho, lavar a cabeça e me sentar, quando necessário. Acho que depois de 30 e tantos anos de vida, já adquiri o direito e tenho possibilidades financeiras para tanto.

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A Cidade Maravilhosa!

Acho que sempre tive certo preconceito em relação ao Rio de Janeiro. Nascida em São Paulo com um primo carioca cujo sotaque me irritava, visitei a cidade uma vez, há 20 anos (mais ou menos) e não tinha vontade de visitá-la outra vez: além da violência que era divulgada pela mídia, a ideia de ter favelas tão perto das áreas nobres era só mais um detalhe que me fazia ver a cidade como um lugar não muito agradável.

Fui ao Rio porque havia prometido a uma amiga que iria. E, com muita humildade, digo que estava errada em meus preconceitos porque, como já diz a canção, o Rio de Janeiro continua lindo! Antiga capital do Brasil, no Rio é possível encontrar edifícios históricos maravilhosos (no Centro) e praias belíssimas (embora lotadas), localizadas na Zona Sul. E após passar alguns dias nessa cidade que inspira, ou pela sua beleza ou pelo seu histórico, é muito fácil entender como os estrangeiros ficam apaixonados por ela.

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São Paulo, o Melting Pot Brasileiro

É engraçado olhar a cidade onde você nasceu com os olhos de turista… Há mais de cinco anos, escolhi morar fora do Brasil e, de vez em quando, eu volto para visitar meus pais, rever meus amigos e ficar um pouco na cidade. De repente, em algum lugar no meio desses anos, São Paulo deixou de ser meu lar e passou a ser uma cidade que eu, ocasionalmente, visito.

Não se enganem: eu amo São Paulo. Amo caminhar na Avenida Paulista e ver a mistura arquitetônica que existe na região. Eu, que conheço muitas cidades do mundo, não conheço nenhuma outra avenida que tenha a mistura arquitetônica como ela: nos seus aproximadamente 3 km de extensão, ela abriga casarões do início do século XX, como a Casa das Rosas, construída em 1935, prédios modernos construídos durante a década de 70 (como o MASP e o Edifício da FIESP), uma rede de televisão que tem uma universidade, bares, restaurantes, lojas, bancos, escritórios, um parque (o Trianon) e um museu (o MASP, Museu de Arte de São Paulo). E, tudo isso, de uma forma um pouco caótica, se encaixa com perfeição nessa avenida que representa a cidade que nasci.

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