Trotamundos e o Mundo Segundo os Brasileiros: o Encontro à Moda Filipina!

Em janeiro, tirei um dia de folga para filmar para O Mundo Segundo os Brasileiros, um programa transmitido pela Band que segue o mesmo formato de Españoles en el Mundo, do canal de televisão espanhola RTVE. Caso vocês não conheçam o formato do programa, ele mostra algumas cidades do mundo, através do ponto de vista de quem mora lá.

Eu, que amo viajar e sempre gostei da idéia do Españoles en el Mundo (adorei o episódio que eles fizeram de São Paulo), achei o máximo quando ele começou a ser produzido no Brasil. E, ano passado, soube que eles viriam a Manila.

Entrei em contato com a produção, preenchi o formulário e esperei. Então, em janeiro, eles vieram e, embora o programa enfoque em coisas além do turístico, fui com eles a Villa Escudero, uma plantation de cocos, localizada em San Pablo, na região de Laguna, a 1,5h de carro de Metro Manila, dependendo do trânsito.

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Boracay: o Fim de Semana de Coincidências

É a quarta vez que visito Boracay desde que vim morar nas Filipinas, há três anos… Embora se tenha que pegar um vôo até Caticlan, um tryke do aeroporto até o porto, pagar as taxas portuárias (são três: o environmental fee, que custa PHP 100.00, a taxa do porto, PHP 40.00 e a taxa do barco, PHP 15.00) e, do porto da ilha de Boracay, pegar outro tryke para se chegar ao hotel, toda a estrutura de Caticlan está voltada para a visita à famosa ilha de Boracay.

Fomos no fim de semana do feriado do Ano Novo Chinês que, em 2014, caiu dia 31 de janeiro, uma sexta-feira. Sempre soube que Boracay é a praia-destino de muitos asiáticos, principalmente de chineses e coreanos. Mas, considerando que o Ano Novo Chinês é um feriado que dura, no mínimo, uma semana nas terras de Mao, pensei que no dia 01 de fevereiro, um sábado, o porto fosse estar com uma movimentação normal de fim de semana e Boracay fosse estar lotado. Estava parcialmente enganada.

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O Sono dos Justos nos Lugares Injustos

Todas as vezes que descrevo experiências em táxis em Manila, eu acredito que será a última. Afinal, sou positivista e acredito todas as vezes que nada mais pode acontecer comigo… Já entrei em táxis com baratas (um era tão velho que, enquanto eu chutava a porta para afastar a barata, me questionava quantos chutes faltavam para que meu pé saísse pelo outro lado), já tive discussões com taxistas sobre os caminhos, já os ameacei de morte… Enfim, quando achei que TUDO já tivesse acontecido comigo e o assunto estive esgotado, passo por uma nova experiência.

Ontem, pegamos o táxi no ponto em frente ao meu prédio. O táxi era bem velho, com o trinco de uma das portas quebrado e algo que caía de uma das janelas. Aliás, quando digo “táxi velho”, acho que poucas pessoas entendem o que realmente quero dizer. Táxi velho quer dizer, literalmente, caindo aos pedaços, como se ele rogasse por ser jogado em um ferro velho e ter uma aposentadoria/morte descente. Embora o exagero faça parte da minha personalidade, juro que, desta vez, não é.

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Samal e Davao

Em todos os meus anos de trabalho que já passam os dois dígitos, o recesso entre o Natal de 2013 e o Ano Novo foi o primeiro que tive em minha vida. Super feliz, tinha planejado passar um Natal-sem-ser-Natal em Hong Kong e o Reveillon sem cara de Reveillon em Shanghai, com minha amiga Chris Marote, de China na Minha Vida.

Como o “destino” não quis (isso é, a imigração filipina ainda não liberou meu visto de trabalho nem meu passaporte), tive que planejar uma viagem pelas Filipinas. Porque, em toda a vida, ninguém merecia ficar o primeiro recesso de dez dias, entre as festas de final de ano, em Manila.

Davao é uma cidade que fica na região de Mindanao, ao sul das Filipinas. A sua região metropolitana é a terceira maior do país, em quantidade de população, e a maior em extensão territorial porque é uma cidade sem os arranha-céus que há em Manila. Em resumo, ela é um monstro.

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Frio nas Filipinas… Sim, é possível!

Nesse exato momento, a temperatura no meu celular marca 20º. Sei que isso não parece pouco, mas acho que é uma das temperaturas mais baixas que peguei em Manila. E, como minha amiga Cristiane Leme diz que não há tempo ruim, mas roupa inadequada, acredito que todas as minhas roupas adequadas estejam em algum lugar do globo que não aqui, nas Filipinas… Porque, nesse exato momento, a brisa fria faz meus pés ficarem bem frios…

Pode ser que eu tenha me acostumado com o inferno que Manila geralmente é, da mesma forma como me acostumei com o frio na Irlanda. O fato é que, ultimamente, tenho dormido com o ar-condicionado E o ventilador desligados, embaixo de uma manta para não passar frio. Não que esteja frio (este, o conheci na Polônia, quando vivi os -20º) e nem faça muito vento (já vivi em Dublin, duas quadras de onde todos os ventos do mundo se encontravam em frente ao Starbucks, em Harcourt), mas, lembrando que a sensação térmica em março passado, alto verão, ultrapassou os 40º em muitos dias de várias semanas consecutivas, 20º pode ser considerado uma temperatura bastante fresca.

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Manila Nights Out

A vida em Manila pode ser uma festa open bar para um estrangeiro em uma micro Torre de Babel. Sério mesmo. Quando saio para a balada nas Filipinas, sempre acabo nos mesmos lugares. O que acontece é que, embora Manila seja uma cidade com imensas proporções, a comunidade de estrangeiros é muito pequena e sempre frequenta os mesmos lugares. Se falamos de comunidade de estrangeiros e filipinos que vão para a balada, o número é ainda menor.

Entre os meus conhecidos, encontram-se europeus (principalmente espanhóis), latino-americanos, estados-unidenses*, poloneses, russos e outras nacionalidades do leste europeu, brasileiros, filipinos, iranianos, entre outros (porque, seguramente, esqueci de alguém). Uma confusão não só de idiomas, mas também de culturas que podem ser completamente diferentes.

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Malapascua

Malapascua é uma ilha minúscula (com 1km de largura e 2,5km de comprimento) localizada em Central Visayas, ao norte da ilha de Cebu. Ela é conhecida por ser um destino de mergulho porque é possível ver tubarões-zorros (não sei se esse é o nome correto para thresher sharks em português), com seus enormes olhos e caudas compridas.

Dizem que o seu nome foi dado por um grupo de espanhóis cujo barco ficou encalhado na região durante o dia de Natal de 1520 (alguns espanhóis dizem “feliz Pascua” durante o Natal – não me perguntem o motivo que não sei! E, por isso, vem o termo em tagalog para Feliz Natal que é o Maligayang Pasko #CuriosidadeTrotamundos) e, por isso, passaram uma “mala Pascua“, ou seja, uma má Páscoa.

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