Conversa de Elevador…

elevator trotamundos tati sato

Eu não sou boa com conversa fiada… Sempre fico sem saber o que falar ou até mesmo o que fazer. E, aqui nas Filipinas, sempre acreditam que sou filipina, então sempre me dizem algo em tagalog, ao que respondo, com um sorriso tonto: “eu não falo tagalog…”. Bem, isso aconteceu outro dia, no elevador:

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A Dor de Dentes e o Meu Aniversário

Eu sou uma daquelas tontas que amam aniversários. Sempre amei. Adoro que um dia, durante o ano, seja meu. Adoro tudo, desde as coisas mais banais, como o bolo, os presentes e os parabéns até o conceito de ter um dia que representa um ano novo só meu, um dia que representa o meu renascimento. Afinal, a cada aniversário, entra um ano novo na nossa vida. E, com ele, novas chances e oportunidades. E eu amo chances e oportunidades.

O dia do meu aniversário é tão sagrado que sempre tento tirar o dia livre. Nos últimos anos da minha vida, porque ele é tão próximo a um feriado, viajei. Em 2009, estava com meus amigos Deya e Guga em Madrid. Em 2010, estive em Edinburgh, com a Camila e o Almir. Em 2011, infelizmente tive que trabalhar, mas estava em Barcelona onde o passei com pessoas maravilhosas que carrego na minha vida e coração até hoje. Em 2012, encontrei minhas wives, Melissa e Sabrina, no Camboja. Esse ano, decidi ficar em Manila, na cidade onde moro, e festejá-lo com os amigos que fiz aqui. Afinal, chegar à metade da casa dos 30 com tantos sonhos realizados e pessoas maravilhosas ao meu redor é algo que tem que ser comemorado.

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O Bom Senso e o Premium Senso

Algumas vezes acho que o bom senso deixou de ser algo comum. Como disse uma amiga em um happy hour de uma sexta-feira, o bom senso (ou sentido común, em español, ou common sense, em inglês), se transformou em premium senso (ou premium sense).

Antes de chegar ao motivo pelo qual chegamos à conclusão de que hoje em dia o bom senso se tornou premium senso, acredito que existam sim diferenças culturais, comportamentais e de educação que precisam ser consideradas em qualquer relacionamento. Por exemplo, para mim, arrotar em público é algo completamente anormal. Sei que muitos brasileiros (especialmente adolescentes do sexo masculino) adoram suas competições de arrotos, mas, honestamente, é uma coisa bastante desagradável. E, com a esperança de que a maturidade um dia chegue, eles não o farão constantemente e nem em público.

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“Seu cartão foi bloqueado por suspeita de fraude”: Uma Experiência com o Serviço de Atendimento Brasileiro

Um dia, tentei fazer uma compra pela internet, nas Filipinas. Recebi a seguinte mensagem: “Seu cartão final XXXX só poderá efetuar transações no CHIP/SENHA. Outras informações, ligue central do Banco fone verso do cartão”. Quando virei o cartão, só existiam três números: o número local (para ligar do Brasil) e dois números para ligações dos Estados Unidos e Canadá, os quais poderiam ser chamados a cobrar.

Claro que o resto do mundo não existe. Não existe outro número de telefone que não seja para os Estados Unidos e eu não tenho idéia de como fazer ligação a cobrar das Filipinas ou de qualquer outro lugar do mundo simplesmente porque esse é um procedimento que só conheço no Brasil. Quero dizer, deve existir uma forma de se fazer chamadas a cobrar do exterior para qualquer região brasileira, mas desde que o Skype foi inventado, acho que as chamadas a cobrar se tornaram cada vez mais escassas.

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