Vou-Me Embora Para Manila…

Outro dia, vi a pesquisa super abrangente do InterNations chamada Expat Insider: The World Through Expat Eyes, feita com mais de 13 mil pessoas ao redor do mundo.

Adoro ler sobre como as outras pessoas observam os países onde vivem, outros que, como eu, vivem fora de suas pátrias. Qual não foi minha surpresa quando vi que as Filipinas estavam em oitavo lugar da classificação geral, como top destination?

top-expat-destinations Eu e minha amiga peruana, que morou nos Estados Unidos por anos, comentávamos que devíamos ser aliens porque havia tantos estrangeiros que se adoravam morar nas Filipinas (inclusive, temos um amigo também peruano e residente espanhol, que quer encerrar sua vida na Espanha para vir aqui viver for good) e havia nós duas…

Sempre comento como tive (e continuo tendo, em muitos dias) dificuldades em me adaptar ao lugar onde vivo. Há pouco, inclusive, cheguei à conclusão que Manila, para mim, é como se fosse uma prisão de segurança-mínima: vivo aqui como consequência das minhas ações/desejos (crescimento profissional) e, ainda que não goste daqui e a organização e cultura confrontem com muitas das minhas crenças, tenho que encontrar formas de me divertir. E ainda tenho os “indultos”, nos quais sou autorizada a sair daqui de vez em quando! =)

Antes que me digam algo, eu sei que não sou obrigada a viver em um lugar que não gosto. Acho que a maioria de nós, antes de sair de nossos países, realmente não acredita nisso: a maioria acredita que por haver nascido em um país, as possibilidades de sair dele são remotas ou que as oportunidades no exterior serão escassas; eu pensava assim. Quando nos tornamos expatriados, alguém que vive fora de sua pátria, percebemos que as barreiras não são tão fixas e que as mudanças, de uma cidade a outra, de um país a outro, abrem mais portas que fecham. Então, por que decidi viver em uma cidade que não gosto e, ainda pior, continuo vivendo?

O principal motivo é o profissional. Por enquanto, as oportunidades que aqui tenho ainda me satisfazem em algum nível. Isso e o pequeno, mas sólido, grupo de amigos que fiz me ajudam a suportar o infernal dia-a-dia de uma cidade caótica e que parece sem lei… Dan Brown escreveu em seu livro Inferno que Manila era as “portas para o inferno” (the gates to hell) e tendo a concordar com ele, ainda que, se um dia o governo filipino deixar a preguiça de lado e colocar minhas palavras no Google Translator, arrisco a me transformar em outra persona non-grata no país, assim como Dan Brown, Alec Baldwin e Claire Danes.

Há pouco comecei a assistir a Orange is The New Black, uma séria da Netflix que conta a história de Piper Chapman, uma mulher condenada a 15 meses em um centro correcional (ou prisão de segurança mínima) por algo que havia feito dez anos antes. Foi nesse momento que comecei a comparar Manila a uma prisão de segurança mínima e fez bastante sentido para mim.

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Se o Laranja é o novo preto… Vamos “glam it up”!

Ainda que vivamos em lugares que não gostamos, acabamos criando uma rotina. E, nessa rotina, temos que encontrar diversão, de uma forma ou outra, ou tudo se tornará absurdamente pesado e insuportável. Arrisco a dizer que mesmo que encontremos momentos de diversão e prazer, ainda há momentos que tudo se torna pesado e cansativo demais, a ponto de refletirmos se vale mesmo viver aquilo tudo, se não valeria mais à pena simplesmente fugir…

Tive diversos momentos assim. Pensei inúmeras vezes em largar tudo, sem olhar para trás, agarrar meu computador, encher duas malas com roupas e partir para outro lugar. Várias vezes, pensei em comprar um bilhete só de ida para a Nova Zelândia e virar colhedora de morangos nas terras kiwi, deixando um bilhete de adeus para o Jorge. Muitas vezes, pensei em voltar para o Brasil e incontáveis outras em empacotar tudo e voltar para a Europa. E por que eu não fiz?

Não fiz porque acredito que existem situações pelas quais devemos passar na nossa vida. Pode parecer bem fatalista, mas acredito que há uma quantidade de lições que devemos aprender e lugares onde devemos estar. Assim como Tracy, vivemos as consequências de nossas ações ou de nossos pensamentos e desejos e passamos pela mesma situação repetidas vezes, se necessário, até que aprendemos o que tínhamos que aprender… E então, como se fosse mágica, tudo muda.

Enquanto o tempo da minha pena não se acaba (o ruim é que não sei por quanto tempo fui condenada! Haha), vou me divertindo como posso, vivendo um estilo de vida cheio de festas, passeios em shopping centers e comendo em restaurantes de luxo, segundo o ponto de vista dos locais. E, como também tenho direito ao indulto por bom comportamento, viajo para manter a minha sanidade! Acho que é esse o estilo de vida que encanta a tantos que decidem morar nessas ilhas perdidas de Lost, um estilo de vida de festas e luxo que uma camada bem pequena da população filipina tem acesso. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais tantos gostam de viver por aqui, apesar da poluição, do caos no transito e das situações estranhas inusitadas que vivemos.

Acho que se Manoel Bandeira tivesse conhecido Manila, ele não escreveria “vou-me embora pra Pasárgada; lá sou amigo do rei”, mas teria escrito algo nas linhas de “vou-me embora para Manila, lá sim sou o rei”…

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Trotamundos by Tati Sato is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.

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20 comentários sobre “Vou-Me Embora Para Manila…

    • Oi Manoel! Obrigada pelo carinho! ❤

      Então, meu relacionamento com Manila é bem estranho. Ainda que tenha vivido momentos incríveis aqui (me casei nessa cidade, por exemplo, o que foi uma experiência bem legal!), acho que vivo em outra realidade, como se a "minha vida real" estivesse caminhando, paralelamente, em algum lugar que não é aqui…

      Se bem que essa sensação de "vida paralela" sempre tive, desde que decidi morar fora… Mas aqui, a sensação é intensificada!

      Um beijo enorme!

  1. Tati sato adorei suas postagem voce e genial então tati eu sou homossexual moro no interior de São Paulo piracicaba eu conheci um rapaz pelo facebook ele e da philipinas os pais dele mora em carmen ele mora e trabalha e panabo davao ele quer casar comigo eu também quero estamos apaixonados eu não sei nada sobre os philipinos nada sobre as leis desse paiz preciso muito de sua ajuda Obrigado um grande abraço carlos eduardo

    • Oi Carlos!!! Feliz 2015!

      Obrigada pelos elogios! Então, gato, a lei filipina não aceita o matrimônio homossexual. A verdade é que há anos quero escrever sobre o homossexualismo e a hipocrisia da sociedade e há meses venho tentando escrever um texto sobre o transsexualismo que é bastante comum. No entanto, embora seja comum e ninguém julgue ninguém na rua, nas famílias essa história é distinta. Uma vez, fui a uma loja onde atendiam dois transsexuais, uma mulher e outro homem e ambos contavam como foram expulsos de casa quando se assumiram…
      Acho a sociedade brasileira bastante mais preconceituosa que a filipina, mas, ainda assim, a família é bastante tradicional. Lembre-se que é um país muito católico!
      Desejo tudo de bom para você! Um grande beijo!

  2. Tati, você é excelente e estou encantada com os seus textos, mas esse em especial me tocou quando você diz “vivemos as consequências de nossas ações ou de nossos pensamentos e desejos e passamos pela mesma situação repetidas vezes, se necessário, até que aprendemos o que tínhamos que aprender… ” e me deu luz para solucionar um impasse pessoal rs. Obrigada!
    Sucesso.

    • Olá Keith! Muito obrigada pelo carinho! E fico bem contente que minhas palavras tenham ajudado! =) Eu também passo por muitas coisas inúmeras vezes até perceber que a única pessoa que pode me tirar desse círculo vicioso sou eu mesma! Beijos!

  3. Tati, acho seu blog excelente, praticamente o único brasileiro com informações a respeito das Filipinas, você esta de parabéns pelo seu trabalho. Sou casado com uma Filipina e por esse motivo conheço Manila e vou te falar, é o tipo de cidade que ou você ama ou você odeia, e no meu caso, eu amo e odeio hahaha. É justamente o que você falou, se tiver condições financeiras para bancar uma vida que a maioria dos Filipinos não possuem, a cidade pode ser maravilhosa. Ficar hospedado em Makati, ir ao Greenbelt e frequentar noitada no 71 Gramercy é fácil, quero ver pegar a condução diária e ir realmente ao centro de Manila hahaha. Eu admito que amo Manila, mas talvez por não viver na cidade, não suporto os taxistas e alguns espertos sempre querendo tirar uma grana do gringo (por incrível que pareça, acham que sou americano cheio de dólares) e talvez o que me deixe totalmente apaixonado pela cidade seja a comida, a variedade e mistura de culturas também é legal. Agora, uma experiencia única, e negativa, foi a tentativa de uma corrida de taxi do aeroporto de Clark para Makati. Peguei um Voo de SP para Clark por conta de uma promoção e vou te falar, unca mais repito esse erro, os taxis de clark vão literalmente roubar qualquer um que precise do serviço.

    • Oi Felippe! Obrigada pelo carinho! =) Fico super feliz que você tenha gostado!

      Olha, eu acho Manila uma cidade bastante complicada. Uma coisa que eu não suporto é a discrepância sócio-econômica: embora a tenhamos no Brasil, essa é uma das coisas que me machuca mesmo! Mas eu tinha uma boa vida nas Filipinas… 😉 Não sei se teria aguentado quase cinco anos na cidade se tivesse que pegar jeepneys todos os dias e ficar no trânsito por horas… Acho que teria enlouquecido! Haha!

      Acho que com o Uber e com o Grab a Taxi as opções de transporte estão mais honestas. Quero dizer, pelo menos, não tenho que ficar olhando a cara de ninguém fazendo bico, chacoalhando a mão e dizendo “no ma’am, too much traffic!”! Hahahahahah!

      Bom, eu me mudei agora, mas vou tentar continuar escrevendo um pouco sobre esse lugar que por anos foi minha casa… Afinal, ainda há muito que contar! 😉

  4. Pingback: Minha Saída das Filipinas… A Mudança! | Trotamundos

  5. Olá, eu sou de Portugal, o meu marido está em vias de poder vir a trabalhar em Manila. Neste momento estou em casa com os meus filhos. Não tenho emprego.
    Ler o seu testemunho é útil, mas também assustador.
    Sou relativamente “opend mind” no que toca ao tema da mobilidade pelo mundo e tento ver essa possibilidade como uma boa experiencia de vida, até quem sabe, de encontrar uma oportunidade profissional, já que em Portugal está tudo muito difícil.
    Mas, fico com receio depois do que li no seu blogue. Vamos brevemente aí para conhecer a empresa e a cidade onde poderemos vir a viver e, talvez possa sentir parte das coisas de que fala, mas como é por pouco tempo…

    Relativamente ao tema da “obrigação de viver num sitio que não gosta por achar que o merce”, sou obrigada a discordar. Sou da opinião que devemos tentar sempre ser felizes, porque a vida é curta e por mais fé e/ou crenças que tenhamos não temos certezas acerca do que existe além desta vida. Por isso,pelo seguro, mais vale aproveitar bem esta!
    Não me acredito em punições divinas. Se está infeliz com a vida do dia-a-dia, faça tudo para que isso possa mudar. Se não o fizer mais ninguém o fará por si. Fale abertamente com o seu marido. E tentem ambos ser felizes.

    Muito obrigada pelo seu testemunho. Vá buscar a sua vida paralela e viva-a, já que é dela que gosta 🙂 Não se esqueça, nasceu para ser feliz! Agora!

    Felicidades.

    • Olá Mariana, muito obrigada pelo seu comentário.

      Acho bem interessante o seu ponto de vista sobre o meu texto, sobre como você o interpretou. Por ser um blog, essa interação com os leitores é bastante bem-vinda.

      Antes de tudo, o Trotamundos é meu diário de bordo. E nele escrevo o que sinto e como me sinto, meus receios, meus pensamentos e reflexões. Quem me acompanha ou me conhece sabe que viver em Manila nunca foi algo que gostei. Como disse no texto, o fiz por motivos profissionais e nunca me arrependi em ter feito essa escolha – isso não quer dizer que eu seja obrigada a amar cada segundo do caminho que escolhi, mas simplesmente aceitar afinal não sou mais criança e não posso simplesmente tirar ao solo o sorvete se não gostei do sabor que escolhi.

      Esse texto, Mariana, foi escrito há mais de um ano. Não sei se você chegou a ler outros textos que escrevi, mas em momento algum disse que tivesse a obrigação de viver lá (ou, como você escreveu “obrigação de viver num sitio que não gosta por achar que o merce”) – pelo contrário, disse até que sabia que essa obrigação não existia. Não menciono “punição divina” porque é algo que não acredito e esse verbete não faz parte do meu vocabulário, mas acho sim que há situações que se repetem inúmeras vezes pela vida até que aprendamos o que tenhamos que aprender com ela. Cada um, no entanto, tem uma experiência de vida.

      Acho que tudo na vida se encaixa, se for tomado com a devida calma e tranquilidade. Não sou mais criança e não espero que o mundo se ajeite para que atenda aos meus caprichos – se tem que dar tempo ao tempo para que certas coisas aconteçam e as peças do quebra-cabeça se encaixem. É como tirar um bolo do forno: apesar da vontade, eu tenho que dar o tempo para que o bolo cresça e asse ou vou comer algo que me dará dor de barriga.

      Sobre o seu receio de viver em Manila, não entendi como meu texto possa ter contribuído para isso. Como acabei de dizer, cada um tem a sua experiência e você não deveria se basear somente no que eu escrevi em um texto. Faço muitos paralelos com séries ou filmes que assisto ou livros que leio porque eu sou assim e transmito isso na minha escrita. A verdade é que para mim, a Ilha de Lost, como apelidei as Filipinas, foi, em parte, como Orange is the New Black, mas, de repente, para você será Narnia.

      Boa sorte na sua nova vida.

      • Olá, obrigada pela atenção.

        Gostei muito do que escreveu.Tem muito jeito com as palavras. E peço desculpa que só agora li com mais atenção o seu blogue e vi que afinal já não está em Makati mas sim em Espanha certo?
        Sou Portuguesa mas tenho origem Espanhola e Italiana. E adoro Espanha. A minha cidade favorita é Madrid embora quase toda a gente prefira Barcelona. Não me importaria nada de viver em Madrid ou mesmo Barcelona. Como está a correr essa experiencia?

        Fomos às Filipinas, a Manila. Estivemos lá uma semana em Janeiro para tentarmos sentir onde poderíamos vir a residir.

        Tive uma panóplia de sentimentos. Embora tenha sido muito pouco tempo, deu para ter algumas sensações. Algumas boas e outras nem tanto.

        Fomos muito bem recebidos e senti que o povo Filipino é genuinamente simpático e acolhedor. Bastante religiosos e com princípios bem definidos.
        Também pudemos ter noção dos contrastes.
        Desde o viver como reis, tal como fala no seu blogue, assim como a extrema pobreza mesmo ao lado da ostentação. No meio do transito vinha uma escolta de policia a abrir caminho. Pensamos que seria uma alta patente do governo Filipino ou assim, mas o taxista esclareceu que era só alguém com dinheiro que resolveu pagar uma escolta para passar mais rápido no transito, algo impensável em Portugal!!!

        Senti que Makati está a crescer e em desenvolvimento e que apesar do caos do centro a periferia está a tentar crescer com mais ordenamento e harmonia.

        Senti que abusam muito do ar condicionado. Penso que não há necessidade de ter um ambiente a 16ºC quando cá fora estão 30ºC. Bastava 20 -23º C que já seria agradável sem ser um exagero. Ficamos doentes com essas diferenças de temperatura e regressamos a Portugal com um grande “resfriado”.

        Fiquei surpreendida com a carga horaria de trabalho dos taxistas. Eles chegam a dormir 2h na mala dos carros para não perderem clientes. Conhecemos um que pela primeira vez em anos iria ter 15 dias de férias, porque seria obrigado a faze-los. Ele era asmático e sofria imenso com o ar condicionado do carro sempre gelado. Nós desligamos para ele. Mas a maioria dos passageiros “está-se nas tintas” para estas situações! Ele tinha 7 filhos noutra ilha e tinha de trabalhar para os sustentar a todos já que a mulher não tinha trabalho.

        Outra coisa que notamos foi o regime de gorjetas que é bastante agressivo. Em Portugal isso só se pratica em Hotéis, restaurantes que frequentamos assiduamente e aos entregadores de Pizza. Noutras situações pode até ser ofensivo. Mas em Makati não. Até para “espirrar” é preciso pagar!

        Também podemos verificar que, ao contrário do que supúnhamos, em Makati é tudo mais caro 20% em média que em Portugal/Porto, com excepção dos combustíveis e serviços que são francamente mais baratos. As rendas dos apartamentos são exorbitantemente caras. E há imensa oferta, só por isso podia ser mais barato.

        A construção e a decoração de interiores dos apartamentos e dos espaços comerciais não é tão cuidada e pormenorizada como em Portugal, à excepção dos casinos que são deslumbrantes por dentro. Achei incrível as decorações que faziam com flores naturais. Só na Ilha da Madeira temos flores assim tão exuberantes. Mas sei que o Brasil é muito forte na arquitetura e decoração de interiores por isso também deve ter uma opinião bem formada sobre isso.

        Estivemos em Makati na zona de Greenbelt, Belair, Avenida de Frenão de Magalhães e na periferia na zona dos casinos. Não tivemos tempo de conhecer Intramuros e o resto da cidade mais perto do rio.

        Foi difícil lidar com a diferença horária e tivemos que carregar muitas vezes a nossa filha de 5 anos aos ombros, porque as crianças quando chegam à hora suposta de dormir nos seus países, são extremamente instintivas e “aterram” dormindo profundamente e não há nada que as faça acordar! Era embaraçoso e houve um grupo de pessoas de lá que chegaram a perguntar o que se passava pensando que ela se estava sentido mal ou assim e nós tivemos de explicar que eramos Portugueses e que vivíamos do outro lado do mundo e que a Matilde ainda não conseguia lidar com a diferença horária. Ficaram admirados, parece que não é muito comum encontrar Portugueses por lá…

        Entretanto já regressamos e vamos voltar, agora sim definitivamente para viver. O meu marido já acertou os portos com a empresa que o contratou em Makati. Ele vai agora em junho. Eu e os meus filhos iremos depois em Julho.

        Sabe dizer-me como é o sistema de saúde em Makati? É fiável? Há bons profissionais?
        Como tenho filhos pequenos isso é algo que me preocupa bastante.

        Cumprimentos, ainda de Portugal! 🙂

        Mariana Jorge Dias

      • Olá Mariana!

        Desculpa o atraso – de um ano – em responder ao seu email. O Makati Med, em Makati, tem boa fama (ou, pelo menos, tinha). Espero que vocês estejam gostando muito de viver aí. Sobre o transporte público, eu diria para você utilizar uma das aplicações como Uber ou de táxi, mas acho que isso você já sabe!

        Minha vida é bastante normal. Eu AMO viver em Madrid. Acho a cidade incrível e adoro o círculo de amigos que fiz – de fato, sou eternamente grata por essa benção.

        Desculpe outra vez em responder a sua mensagem. O Trotamundos andou bem desativado pela minha eterna falta de tempo… Ou por outras prioridades. Acontece!

        Um beijo e tudo de melhor na jornada de vocês!

  6. Oi Tati, sensacional seu blog! Além das informações sobre o país você transmite suas impressões pessoais. Gostaria de mais dicas sobre lugares pra visitar em uma viagem relativamente rápida com foco em praias/mergulho/cachoeiras mas não consigo encontrar nada que não seja muito comercial. Outra dúvida: é um país seguro pra mulheres viajando sozinhas?

    • Olá, tudo bem? Muito obrigada pelo seu comentário! O país é relativamente seguro sim e não lembre de nenhum incidente só pelo fato de você ser mulher. Todas as precauções são necessárias, claro, mas não há problemas.

      Não sei o que você chamaria de viagem “relativamente rápida” nem de onde você estaria indo, então fica bastante difícil. 😉 Há alguns roteiros que eu fiz que estão no Trotamundos e muitos dos cantos que você escolher para visitar, nesse país, serão lindos! ❤

      Um beijo e boa viagem! Continue acompanhando o Trotamundos que, agora, segue da Europa!

  7. Tati, parabéns pelo texto. Boa história e muito bem escrita.

    Moro no Brasil e estou indo para Boracay em Março mas farei escala em Manila, quando chegarei as 22:15, dormirei em um hotel e dia seguinte pela manhã volto para o aeroporto para seguir a Boracay. Comentei sobre essa viagem com um amigo que morou em Tokyo, que me disse pra ter muito cuidado em Manila, pois é muito violento e sequestram turistas (principalmente falsos taxistas). Me sugeriu pegar hotéis de grandes cadeias próximos ao aeroporto e com Transfer próprio. Faz sentido tamanha preocupação. Estou indo com minha esposa.

    Detalhe: moro no Rio de Janeiro (lugar que acho o mais violento do mundo) e já viajei pra Jamaica e África do Sul, quando na época fui muito alertado sobre a violência.

    Obrigado

    • Oi Ricardo, tudo bom? Muito obrigada pelo elogio! Espero que você aproveite as Filipinas que é um país lindo!
      Acho que seu amigo está sendo bem exagerado, mas entendo o ponto de vista dele e a sua realidade – em Tóquio, tudo é seguro, quase 100% do tempo. A pobreza do país é bastante grande, mas, no período que morava lá, não havia grandes perigos com taxistas: eles tentavam negociar o valor cobrado (não queriam ligar o taxímetro) e podiam dar voltas, mas em cinco anos, pegando aproximadamente 2 taxis por dia – é seguro dizer que pegamos mais de 2000 táxis na época que vivemos lá -, não fomos sequestrados. Então acho que é uma questão de sorte – ou azar.
      Há mais de um ano saí de lá e não sei como estão as coisas com o novo presidente, mas, se você tem medo, pega o hotel em frente ao terminal do vôo para Boracay. Há quatro terminais, se não me engano, e eles ficam a uma distância razoável um do outro, assim que veja no Google Maps onde vocês chegarão (acho que será pelo NAIA 1) e de onde vocês irão a Boracay. E aproveitem!
      Um beijo

  8. hi tati sou uma angolana casada com Filipino e vivo aqui ha mais de 6 anos entao eu me vejo em ti todos os dias, o traffic e uma droga mas em Angola e bem pior hehehehe e depois vem os taxixtas q estao sempre querendo tirar vantagem no traffic como se fosse tua culpa de ter um traffic infernal e depois odeio o calor,odeio muitas pessoas que ficam olhando p mim por ser negra(todos os lugares) como se fosse uma extra terrestre heheheh, pois entao a vida e quase q normal ne porque tenho condicoes de continuar aqui trabalho e ganho muito bem,entao as vezes so quero deixar tudo e desistir mas pronto como disseste no comentario acima ja nao sou criancas ne?e tenho alguns pontos a considerarar e sou mae ne? mas eu mais odeio do que amo hehehehe. obrigada agora estou tentando ver as coisas de uma forma diferente. fique bem ate ja

    • Olá Eva! Que legal ler o seu comentário. Eu não estou mais em Manila, mas sei como você se sente. É complicado… Ninguém me olhava como se fosse uma ET porque eu era confundida com eles, então, para você pode ser que seja pior.
      Sabe, a vida é feita de escolhas. Por pior que seja, tenta olhar o lado positivo. E fica bem. Fica em paz com você e com as suas decisões!
      Um grande beijo!

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